6-Como fazer investimentos nos Estados Unidos sem sair do Brasil

Investir nos Estados Unidos é uma forma de diversificar a carteira, dolarizar o patrimônio e ter acesso a empresas e setores que não estão na B3. 

Existem diferentes caminhos para fazer isso, cada um com suas características. Confira a seguir:

Abrir conta em uma corretora internacional
Esse é o caminho mais direto. O processo exige envio de documentos, preenchimento do formulário fiscal W-8BEN e transferência de recursos em dólar.

  • BDRs (Brazilian Depositary Receipts): permitem investir em empresas americanas sem precisar enviar dinheiro ao exterior.

  • ETFs internacionais na B3: replicam índices de referência, como o S&P 500 ou o Nasdaq 100, reunindo em um único ativo a performance de diversas companhias globais.

  • REITs (Real Estate Investment Trusts): fundos imobiliários típicos dos EUA, que funcionam de forma semelhante aos FIIs brasileiros, mas com exposição ao mercado americano.

  • Fractional shares (frações de ações): permitem investir em apenas uma parte de uma ação, acessando empresas caras (como Amazon ou Google) com valores menores.

Como funcionam as corretoras para investir no exterior

  1. Abertura de conta feita diretamente nos EUA.

  2. Necessário apresentar documentos, preencher o W-8BEN e enviar recursos em dólar.

  3. Custos podem incluir taxa de corretagem, eventuais tarifas de custódia, além das despesas de remessa internacional e câmbio (tarifas bancárias e spread).

  4. Algumas corretoras já oferecem isenção de corretagem, mas taxas de câmbio e transferência continuam a existir.

Exemplos de corretoras internacionais:

  • Avenue Securities: foco nos EUA, acesso a NYSE e Nasdaq, conta em dólar para brasileiros.

  • Interactive Brokers: corretora global com acesso a dezenas de bolsas pelo mundo.

  • TD Ameritrade (Charles Schwab): tradicional corretora americana, disponível para estrangeiros, mas com burocracia maior na abertura.